Será Portugal um país onde todos devemos estar disponíveis para servir? Será isso de facto determinante para o futuro da nossa economia? Teremos com isso impacto positivo na taxa de empregabilidade?
Nos passados dias 23 e 24(1) teve lugar em Lisboa, na Fundação Oriente, a I Convenção Nacional para o Setor dos Serviços, organizada pelo Fórum dos Serviços e pela Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP)(2), sob o lema: “Motor da Presença de Portugal na Globalização.”

A abertura da convenção teve a presença do primeiro-ministro que felicitou a organização e explicou às mais de cinco centenas de pessoas presentes que Portugal tem neste momento a grande oportunidade com os serviços e que os mesmos são determinantes para o nosso futuro.

Ao lermos no dicionário(3) o significativo da palavra serviço percebemos que: “Serviço. nome masculino. 1. ato ou efeito de servir. 2. trabalho a fazer; obrigações. 3. atividade profissional; emprego. 4. duração de uma atividade. 5. préstimo; uso; serventia. 6. proveito. 7. disposição; disponibilidade. 8. local de trabalho.”

Será Portugal um país onde todos devemos estar disponíveis para servir? Será isso de facto determinante para o futuro da nossa economia? Teremos com isso impacto positivo na taxa de empregabilidade?

Efetivamente, com a globalização, Portugal tem, de acordo com a grande maioria dos especialistas(4), a maior oportunidade das últimas décadas para tornar a aposta nos serviços um repto nacional.

O capital humano português é o mais desenvolvido de sempre a par das características logísticas que o país apresenta e que o tornam ímpar nas condições que oferece para se tornar numa plataforma giratória que permitirá um acréscimo significativo nas exportações com impacto no rédito nas contas das empresas e consequentemente no PIB, por via do respetivo crescimento através do aumento da balança comercial.

Esta iniciativa do Fórum dos Serviços e da CCP merece a mais viva das saudações pois, após os anos de crise em que a economia portuguesa esteve mergulhada, os indicadores económicos mostram-nos que as portuguesas e os portugueses exibem indicadores de confiança bastante elevados e que acreditam que este é o momento para começarmos a crescer e a desenvolver a nossa economia de forma sustentada.

Para muitos, o futuro de Portugal passaria pela (re)industrialização da economia e nunca pelos serviços. Esquecem-se que as nossas condições geográficas, as nossas competências linguísticas, técnicas, sociais e a vocação do nosso território – europeia – atlântica – lusófona – tornam-nos atrativos para todos os tipos de serviços que exigem a inovação e a competitividade que as empresas portuguesas têm demonstrado ter!

Saibamos pois aproveitar a oportunidade que nos foi demonstrada ao longo dos dois dias de trabalho da I Convenção Nacional para o Setor dos Serviços.

Portugal merece!

(1) http://www.forumservicos.com/noticias
(2) http://www.ccp.pt/CCP /ptPT/CCP.aspx
(3) https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/servi%C3%A7o
(4) Nesta convenção estiveram presentes alguns dos maiores especialistas em serviços e logística.

Administradora do ISG | Instituto Superior de Gestão e do Grupo Ensinus

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico