A língua portuguesa e a diplomacia económica

Jun 21, 2018

Nos últimos tempos assistimos a dois momentos muito importantes de afirmação da língua portuguesa no mundo e do papel que lhe tem vindo a ser dado de alavanca da diplomacia económica da República Portuguesa.

Em maio, tivemos a celebração, por parte das nossas embaixadas, da Semana da Língua e da Cultura Portuguesa e, em junho, tivemos a celebração do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas em várias cidades dispersas por diferentes continentes.

Na primeira semana de maio, tive a oportunidade de participar, nas celebrações organizadas pela Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, em colaboração com os países da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – com Embaixadas em Bissau, respetivamente Angola e Brasil, e de percecionar a mudança operada na nossa diplomacia.

Ao longo do último ano temos assistido a um grande esforço de alteração da nossa diplomacia económica aliada à dinamização da divulgação da língua portuguesa.

Os frutos estão à vista com uma melhoria significativa na nossa economia e principalmente no clima de confiança que se vive na sociedade portuguesa e na diáspora.

A língua portuguesa tem hoje o maior número de falantes da história contemporânea e já tem uma presença relevante no mundo dos negócios à escala global.

Mas para otimizarmos os resultados creio que seria desejável que este esforço, que está a ser desenvolvido pelas nossas autoridades, se estenda à intensificação da cooperação com as instituições de ensino superior portuguesas, à semelhança do que sucedeu no passado mês de maio, com a organização do Pavilhão do Study in Portugal, na Conferência Anual da NAFSA – Association for International Educators – que se realizou em Filadélfia, nos Estados Unidos da América, de 27 de maio a 1 de junho.

A Study in Portugal (http://www.studyinportugal.edu.pt) é uma plataforma gerida pela Direção-Geral do Ensino Superior, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que reúne os dados relativos ao ensino superior português e que fornece informações a todos os estudantes internacionais que pretendam vir estudar em Portugal. Além disto, apoia as instituições de ensino superior portuguesas de diferentes formas em que uma das que têm mais impacto é a organização, juntamente com a Comissão Fullbright (http://www.fulbright.pt), desta presença na maior Feira de Educação Internacional no mundo.

O impacto na economia portuguesa e no nosso PIB da vinda de estudantes internacionais é notável e merece uma intensificação deste apoio até porque a procura pelo ensino superior português tem vindo a aumentar e vem de todos os pontos do globo. Pelo que é adequado pensarmos que as universidades e os politécnicos portugueses devem ser os parceiros naturais do Governo nesta estratégia que deve ser claramente uma prioridade para todas e para todos nós!

Quanto mais projeção tiver a língua portuguesa mais negócios se farão e mais pujante ficará a nossa economia e o nosso bem-estar!

Administradora do ISG, Instituto Superior de Gestão e do Grupo Ensinus

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

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